
O filme "Quem somos nós" faz uma aproximação entre física quântica e metafisica, pensando as possibilidades da realidade e as conseqüências das novas descobertas científicas para questões existenciais.
Chama-nos a atenção o fato de a fisica recente lançar questionamentos da ordem do real, reconhecendo a contingência e o grande papel das possibilidades. De fato, o estudo das partículas sub-atômicas aponta para o paradoxo espaço-temporal de um mesmo objeto estar em dois lugares ao mesmo tempo. Passando da ordem sub-atômica para uma realidade mais abrangente, perguntamo-nos o quanto há de contingente mesmo nas possibilidades da vida.
Outro fator relevante levantado pelo documentário é a importância do observador. Enquanto um átomo não é observado, ele é um feixe de possibilidades, mas quando há um observador, ele assume apenas uma forma. A realidade não é, portanto um dado puramente externo, como pensava a física clássica, mas uma construção do sujeito, como já apontavam os filósofos da mente.
Assim, questionamos também uma visão determinista ou fatalista da vida, e, com argumentos da própria ciência, aproximamo-nos do existencialismo que devolve ao homem a possibilidade de dar forma à sua vida através da sua liberdade ontológica. O ser humano, enquanto sujeito, é o grande ator e responsável pelo que ocorre a ele mesmo.
Do ponto de vista religioso, a constatação da constante interação entre tudo o que existe, seja no nível das partículas sub-atômicas, seja no nível da interligação dos eventos, pode dar uma certa sustentação à espiritualidade. No filme, essa religiosidade aproxima-se do zen-budismo e, às vezes, beira ao panteísmo. Mas o importante é demonstrar que a existência de Deus não precisa ser necessariamente um perigo para a razão, podendo até mesmo beneficiar essa visão globalizadora.
Além da física, o filme discute a neurociência e a biologia humana, mostrando como para o corpo, não há diferença entre um experiência real e um sonho ou fantasia. Ou ainda como podemos nos acostumar com a realidade tal qual a experimentamos uma primeira vez, dificultando novos níveis de compreensão e vivência. Uma nova experiência pode ser tão desconcertante que escapa aos sentidos imediatos.
Chama-nos a atenção o fato de a fisica recente lançar questionamentos da ordem do real, reconhecendo a contingência e o grande papel das possibilidades. De fato, o estudo das partículas sub-atômicas aponta para o paradoxo espaço-temporal de um mesmo objeto estar em dois lugares ao mesmo tempo. Passando da ordem sub-atômica para uma realidade mais abrangente, perguntamo-nos o quanto há de contingente mesmo nas possibilidades da vida.
Outro fator relevante levantado pelo documentário é a importância do observador. Enquanto um átomo não é observado, ele é um feixe de possibilidades, mas quando há um observador, ele assume apenas uma forma. A realidade não é, portanto um dado puramente externo, como pensava a física clássica, mas uma construção do sujeito, como já apontavam os filósofos da mente.
Assim, questionamos também uma visão determinista ou fatalista da vida, e, com argumentos da própria ciência, aproximamo-nos do existencialismo que devolve ao homem a possibilidade de dar forma à sua vida através da sua liberdade ontológica. O ser humano, enquanto sujeito, é o grande ator e responsável pelo que ocorre a ele mesmo.
Do ponto de vista religioso, a constatação da constante interação entre tudo o que existe, seja no nível das partículas sub-atômicas, seja no nível da interligação dos eventos, pode dar uma certa sustentação à espiritualidade. No filme, essa religiosidade aproxima-se do zen-budismo e, às vezes, beira ao panteísmo. Mas o importante é demonstrar que a existência de Deus não precisa ser necessariamente um perigo para a razão, podendo até mesmo beneficiar essa visão globalizadora.
Além da física, o filme discute a neurociência e a biologia humana, mostrando como para o corpo, não há diferença entre um experiência real e um sonho ou fantasia. Ou ainda como podemos nos acostumar com a realidade tal qual a experimentamos uma primeira vez, dificultando novos níveis de compreensão e vivência. Uma nova experiência pode ser tão desconcertante que escapa aos sentidos imediatos.
As sensações, além disso, causam uma descarga de hormônios, enzimas, ligações neurais que são assimiladas pelo corpo/cérebro. Quanto mais nos expomos a algumas situações, mais nosso corpo se adapta a elas e nos tornam "viciados" nelas. O mesmo ocorre quando evitamos outras experiências, às quais nosso corpo toma-se menos apto. Daí a importância dos sentimentos: as palavras e o pensamento têm um poder real sobre os acontecimentos e sobre nós mesmos.
É um filme interessante não só pela curiosidade como pela interdisciplinaridade. Os especialistas podem considerá-to até um pouco superficial, mas ele atinge o objetivo: populariza a física quântica e a filosofia, faz refletir sobre nosso papel no mundo e ajuda-nos a nos conhecermos melhor.
Parabéns pela resenha do filme. Finalmente alguém com conhecimento acadêmico e corajoso em expôr sua opnião a favor. Considero este filme um dos mais importantes para os dias de hoje.
ResponderExcluirNão interessa se os produtores são desta ceita ou daquela ceita religiosa ou que um dos entrevistados diz manter contato com seres lemurianos.
Muito legal a física quântica estar esclarecendo e provando cientificamente o que os grandes mestres já nos ensinavam a milhares de anos.
Parabéns mais uma vez e continue escrevendo.
Renata Lara
Como resposta ao comentário anterior, quero só lembrar que eu não analiso o conteúdo científico do filme. Essa é uma tarefa para físicos da mecânica quântica e biólogos moleculares. O meu ponto de vista é o filosófico e teológico. Não creio que a ciência está provando conteúdos dos credos religiosos. Só ponderei que o filme deixa margem para a espiritualidade e para uma visão não antagônica entre ciência e fé.
ResponderExcluirAdorei sua resenha
ResponderExcluirvai me ajuda muito, já que o professor Ricardo fez a gnt assistir esse filme e faze uma resenha..Galera da Fatec não copie pq eu já copie rsrss
É o tipo de coisa que eu não acho legal: copiar como trabalho da faculdade e ainda por cima agradecer ao autor. Bem...esse foi um trabalho que fiz para a faculdade, e acho que qualquer um é capaz de fazer uma resenha. Mas não acho correto o plágio...
ResponderExcluirParabéns!
ResponderExcluirEstava um pouco confuso,mas após a leitura de sua resenha,tirei minhas dúvidas e poderei fazer a minha.
Muito obrigado!
Sua resenha ficou otima parabén!
ResponderExcluirAchei mto sem graça.
ResponderExcluirResenhas não devem ser tão cansativas ...
Seu texto ficou repetitivo e confuso ...
Não imagino como um estudante da Fatec pode ter copiado essa babozeira que vc digitou!
Tádinho dele ...!
Bem, que o texto tenha ficado confuso para você eu não preciso discutir, afinal eu escrevi essa resenha para um público mais afeito a conceitos filosóficos (metafísica, existencialismo, contingênca etc...).
ResponderExcluirSe foi cansativa a leitura tb só posso dizer que esse é meu estilo de escrita, tentei expor o que achei do filme (resenhas são chatas, me desculpe!!!! Vc já viu resenhas divertidas???)
Quanto ao texto ser repetitivo, discordo totalmente. Diga um único parágrafo (excetuando o primeiro que é introdutório) cujas idéias se repetem...
De qualquer forma, obrigado pelo comentário, acho importante ter esse retorno
Hun... Você está 'aqui' tbm, sim? Pois bem Eu, nos uniremos por ai...
ExcluirSua resenha ficou muito boa.
ResponderExcluiré interessante que o filme mostra um pouco da fisica quantica..mas naum mostra qual a finalidade real dela, começam a viajar, estrapolar as ideias basicas da fisica , ..quandu nos falamos de física falamos de possibilidades que podem ocorrer no mundo que esta em nossa volta, nos não temos controle sobre o mundo ou do que pode acontecer, nós podemos escolher caminhos na nossa vida mas não escolher oque pode acontecer, fisica quantica não tem nada haver com espiritualismo ou auto ajuda.
ResponderExcluirquem quer saber a história da fisica aconselho que assista no youtube os documentários do cientias Brian greene, que explica de forma simples de entender a fisica =]
Muito boa sua resenha sobre o filme, pra mim dou nota 10 para ambos, Quem somos nós pra mim individualmente passou uma mensagem muito positiva no tocante a nossa mente, q deve ser aberta a novas possibilidades. O Filme tb passa uma mensagem do q é a verdadeira realidade q a maioria de nós ñ conhecemos, diferentemente da maioria de nossa realidade q é super alienadora e chocante, Afirmo q é um filme complexo e enriquecedor q busca instigar o espectador a ir além dos conceitos religiosos, políticos, sociais e morais, Buscando um horizonte infinito das fronteiras do pensamento, com objetivo do rompimento do sistema em q vivemos, Acarretando na total independência mental do ser humano q o levará de encontro a felicidade.
ResponderExcluirjá assisti ao filme, ele de fato aponta o que já foi dito.
ResponderExcluirporém, hoje eu sei que não existe nenhuma fundamentaçaõ científica nisso.
quem quiser pode conferir:
http://cienciahoje.uol.com.br/123332
Adorei sua resenha...muito boa mesmo
ResponderExcluirMe ajudou a compreender bastante sobre o filme que antes eu não estava entendo.Muito obrigada!
Por mim eu te daria nota:1000
Fica com DEUS que Ele te abençoe e te guarde..e continue te dando sabedoria
Parabéns quanto a sua percepção e a capacidae de sintese ao produzir tal resenha. Penso que seja pertinente tal relação entre ciencias, no entanto, faz uma leitura mais hermeneutica da questão e me limito a questionar a relação do filme e Deus, peço então sua interpretação do que lhe escrevo abaixo, segue:
ResponderExcluirDeus só existe enquanto discurso numa instância temporal e presente que se esvanece enquanto fala e precisa fixar-se enquanto escrita. A universalização do que é espiritual ou divino ocorre devido ao fato de que o discurso que antes era falado e dirigido ao ouvinte conhecido, agora é escrito e dirige-se ao leitor desconhecido e, potencialmente a quem quer que saiba ler. Esta universalização do auditório é que torna o discurso mais espiritual, mais divino, no sentido que é liberado da estreiteza da situação do face a face.
Concordo em parte com o que escreveu. Mesmo na linguagem oral há o empobrecimento do ser divino, que deixa de ser um TU e torna-se um ISSO (Veja o artigo "Minha Filosofia da Religião" neste blog). A linguagem escrita demanda maior clareza conceitual e, por isso, uma criação dogmática (no sentido original da palavra). Mas qualquer discurso que seja (escrito ou oral) sobre Deus é uma tentativa de nomear e, portanto, limitar o que é ilimitado.
ResponderExcluirQuanto ao fato de o discurso sobre Deus ser temporal, isso é fato. O ser humano é temporal. Mesmo a escrita não eterniza o conteúdo, pois sua interpretação será sempre feita por um ser também temporal. Daí uma dificuldade em pensar a eternidade, nós que experimentamos a vida no tempo.
ResponderExcluirSUA RESENHA FICOU EXCELENTE.
ResponderExcluirCRITICA FAZ PARTE, SEMPRE VAI HAVER UM INVEJOSO.
ABRAÇO.
Olá Tiago, gostaria de saber quando foi esse trabalho da faculdade e se possível de faculdade você é,uma professora da faculdade usou seu texto para nos ajudar a esclarecer um pouco mais as nossa idéias depois de assistismos ao filme e realmente ajudou muito!
ResponderExcluirParabéns!!
Oi Cleiliany. Se não me engano esse trabalho é de 2007, quando eu comecei o curso de teologia (que abandonei em 2008. Sou formado pela PUC-MG em Filosofia (2005) e defenderei o mestrado em filosofia pela UFMG no mês de junho.
ResponderExcluirEu gostaria muito de saber qual a sua faculdade e qual sua professora. Obrigado a vc pela visita e pelo retorno,
Abraços
Bem estou no primeiro semestre de Psicologia da Universidade Federal da Bahia e a professora é Edilene Maioli, ela citou seu nome, então fiquei curiosa,pois li algumas resenhas sobre o filme e a sua foi a que mais me ajudou...
ResponderExcluirMais uma vez obrigada pela a atenção e espero que seu blog continue me ajudando nessa jornada!
FOI UM DOS MELHORES FILMES QUE JA ASSISTIR EM MINHA VIDA, NA AULA DE METODOLOGIA CIENTICIFA !!
ResponderExcluirADOREI, VIAJEI NA FISICA QUANTICA, PSICOLOGIA E NUROBIOLOGIA !!
É FANTASTICO E SOBRENATURAL!!
E PARABENS PELA RESENHA, MUITA ATITUDE , CORAGEM E DISPOSIÇÃO AO FAZÊ-LA !!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMuito boa sua resenha, peço licença para utiliza-la em sala de aula.
ResponderExcluirSou professora de Artes e de Ensino Religioso.
Muito obrigada.
Licença concedida.
Excluirmuito bem encontradas as informaçoes,vale a pena tbm buscar video na net de um fisico chamado AMIT GOSWAN numa entrevista do mesa redonda,(Brasil)um caminhao de informaçao sobre isso,enciclopedia viva que participou deste filme nas ideias,muita bagagem sobre este tema.abç
ResponderExcluirVocê é um cara inteligente, tem coerência nas suas argumentações. Parabéns não só pela resenha, mas pelos comentários às críticas tanto positivas quanto negativas, não perdeu a classe, isso é importante. Sou autora e como tal estamos sujeitos a todo tipo de comentário. Abçs
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